Caco de Quengo

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Primeira Parte Nunca descobri o motivo de ser tão fogosa. Desde os quinze anos de idade tenho um desejo que me deixa excitada sem...

Conto Erótico - O dia em que perdi a virgindade anal sem camisinha

Conto Erótico - O dia em que perdi a virgindade anal sem camisinha


Primeira Parte

Nunca descobri o motivo de ser tão fogosa. Desde os quinze anos de idade tenho um desejo que me deixa excitada sempre que penso como realizá-lo. O que eu não sabia era que o apetite sexual que me consumia seria saciado com o filho do meu padastro. Ele comeu meu ânus e ejaculou dentro. 

Meu namorado e eu voltávamos de uma cervejaria afastada do centro da cidade. A chuva deu uma trégua quando ele estacionou em frente ao portão. Olhei para os quartos, um andar acima, para me certificar de que meus pais estavam dormindo. Pouco depois da meia-noite era mais do que provável que estavam na segunda parte do sono, mas quis ter certeza para ficar à vontade, poder gritar e gemer sem receios caso subíssemos para um dos quartos.

Sentei no colo de John ali mesmo, fiquei entre ele e o volante. O membro dele sob a calça despertava minha libido. Apesar de ter um pênis delicioso, aquela seria nossa primeira vez, após dois anos de namoro. Fiz o que pude para acontecer no meu aniversário de vinte anos. A saída naquele domingo foi uma desculpa, e eu precisava tomar alguma coisa para realizar o desejo de perder a virgindade anal.

Uma e meia da manhã eu havia chegado ao orgasmo duas vezes. Sem penetração, somente esfregando a vagina no pênis de John. Fomos para a parte de trás do carro. Coloquei os bancos para a frente até encostarem no painel. Em seguida, baixei os encostos para ganhar espaço. Assim podia chupar John de joelhos.

O tempo chuvoso deixou o céu cinzento. Os vidros do carro ficaram como se estivessem com neblina. Nesse momento, masturbava John e engolia os testículos dele. Com a ponta da língua lambia a entrada do reto, enquanto ele enchia minhas mãos com o líquido lubrificador que sai do pênis do homem antes de o esperma ser jorrado para fora. 

John ainda estava vestido. A calça jeans e a cueca de cor clara estavam baixadas até os calcanhares. Não demorei para despi-lo. Primeiro tirei a camisa branca que ele usava. Gostava de ver aqueles peitos que passavam horas na academia para ganhar volume. Deixei o cordão de ouro grafado com meu nome para tirar por último.

Comecei a beijar John, dando tempo para ele ficar pronto e transar com o pênis o mais duro possível. Adoro ser penetrada por um órgão rígido como uma estaca. Minha língua deslizava pelo pescoço dele, enquanto eu falava sussurrando que queria o leitinho quente na minha boca. Não ia deixar cair uma gota. Depois o engolia.

Eu descia e voltava, sem pressa, com a língua cheia de saliva pelo corpo dele. Às vezes meus cabelos cobriam o membro rosado de John. Voltei a masturbá-lo, mas agora como estivesse torcendo o pênis. Dos testículos até a glândula prazerosa. Quando chegava à metade, pressionava e acelerava o movimento. Depois o masturbei com uma das mãos, a outra estimulava meu clitóris. Deixei a glândula do pênis molhada e continuei a masturbação.

A respiração de John ficava cada vez mais ofegante. Ele se retorcia, erguia a cabeça e fitava meus olhos implorando para que não parasse. Eu não havia tirado uma peça de roupa, nem deixado ele tirar, nem mesmo a calcinha. Os mamilos arrepiados levantavam a blusa de alcinha creme que eu usava. O ar úmido que penetrava as casas da estreita rua Agamenon Magalhães me deixava assim. E John, ainda tímido, os apalpava. 

John usava óculos e era a cara do autor que fez a franquia dos filmes “Querida, Encolhi as Crianças”. Era dois anos mais novo do que eu. A diversão de que gostava era livros e jogos de fantasia. Desde que nos conhecemos, tentava tirá-lo desse mundo bizarro dos nerds.

Ainda de joelhos pedi para ele levantar as pernas. Um momento depois ele apoiou os pés em meus ombros. Passei a língua no membro dele por inteiro, de baixo para cima. Enquanto John delirava, engasguei fazendo garganta profunda. O cheiro de sexo embebedou o ar.

Chegava perto do meu limite, ele também. Minha vagina depilada ficou inchada. Podia senti-la cada vez mais intensa. Abria e fechava, dando-me mais prazer. Um orgasmo ralo escorria em direção à poupa da minha bunda. Com a mão direita, comecei a massagear meu clitóris. Com a esquerda, continuei a satisfazer John. Quando sentia que ele ia ejacular, parava. Fiquei no controle até sentir o orgasmo me consumir outra vez. Estava de saia e com uma calcinha preta minúscula que facilitava o coito.

Minhas pernas ficaram trêmulas e minha boca seca. Os lábios da vagina, vermelhos pelo sangue concentrado. Não parei. Gostava de ter orgasmos múltiplos. Só precisava de algo que continuasse a me excitar. E se me estimulasse com um brinquedinho erótico, gozava feito uma louca. Se alguém quisesse me ver com o fogo do demônio, era só deixar um vibrador socado em minha bunda e masturbar meu clitóris. 

Naquela madrugada de domingo estava disposta a colocar o tesão para fora em cima do pênis de John. O filho do meu padastro me provocou a semana inteira. Veio visitar o pai e me deixou excitada. Certa manhã, fui ao banheiro e o vi se masturbar com minha foto de biquíni, postada no Instaram dois anos antes. A foto mostrava o traje de banho dividindo minha vagina ao meio de tão apertado.

Consultava a hora no relógio do painel do carro quando a chuva aumentou. Dava para ouvir os pingos caírem na lataria do carro. Tirei a calça escura de John. Uma perna depois a outra. Tive que ficar de pé e me curvar para não bater a cabeça no teto. John me fitava e desejava-me. Coloquei as mãos dele em meus seios e pedi para apertá-los e morder os bicos de leve. Não sabia John que aquilo era apenas um simples ato que eu faria. Em mais alguns minutos esfregaria a vagina encharcada de orgasmo na cara dele.

A cueca clara ainda se encontrava nos calcanhares de John. Engoli o membro dele mais uma vez. Também não parava de me masturbar por dentro da calcinha. Chego ao orgasmo rápido se mexer com rapidez no meu clitóris.

John começou a suar. As veias do pênis ficaram estufadas. Os testículos, rígidos. Ele ia gozar. Ajoelhei de novo para ficar na altura de engolir todo o esperma. Para sugar como fazia com suco e refrigerante.

— Vou gozar — disse ele, com tom de voz alto.

— Agora não, amor — falei. — Quero sentir sua porra quente entrando em minha vagina.

John me puxou pelos cabelos lisos recentemente pintados da cor de morango. Ainda estavam presos em um coque feito com a caneta que achei no porta-luvas.

— Você falou que seria na boca.

Levantei o rosto e olhei para ele dando uma risadinha irônica.

— Agora quero em minha chaninha. E se você for um bom menino, deixo gozar sem camisinha dentro da minha bundinha virgem.

Nesse momento tinha parado de chupar John. Estava no colo beijando-o. John colocou minha calcinha para o lado e me tocou. Primeiro com um dedo, depois dois. Socava forte e rápido. Fiquei surpresa com a atitude. Pedi que metesse mais dentro. Gozei gostoso. John tirou os dedos, eu mesma introduzi de novo.

Pedi para John tirar minha calcinha e deitar no banco do Corsa Sedan cor de chumbo. Levantei a saia curtinha e ele chupou meu clitóris e depois meu sexo. Fiquei sentada com a língua dentro de mim. Eu mesma subia e descia e, de vez em quando, esfregava o clitóris no nariz pontudo dele.

Inclinei o corpo para trás e consegui voltar a satisfazer John. Agora ambos se masturbavam. De repente o membro de John ficou mole. E eu odeio pênis mole. Gosto de órgão masculino que entre rasgando. Para fazer John derramar o esperma dentro de mim, precisava deixar o pênis dele duro como uma lança pontuda de um guerreiro.

Abri meu sexo com os dedos para que a língua molhada de John tocasse exatamente no lugar em que chego ao orgasmo mais rápido. É bem acima de onde um pênis grande e grosso estava prestes a me conhecer por dentro. Uma piroca que me fazia querer John. Durante dois anos de namoro eu o desejei. Aguentei me masturbando com banana e pepino. Cheguei a comprar um membro masculino de plástico igual no tamanho e na espessura. Tinha medo de transar com outros homens e eles começarem a me tachar de vadia no colégio e no bairro em que moro. Depois de John, só confiava no professor de Geografia, que me realizava com muito carinho.

Perto das três horas da manhã, pedi para John ficar com as pernas juntas de frente para a marcha do carro. Eu continuava de saia e com uma blusa de tecido leve. Depois de muito esforço, ele tirou o sutiã preto que combinava com a calcinha.

O pênis de John ficou ereto como eu queria. Agachei com os pés em cima do banco de costas para ele. Uma perna de cada lado do corpo. Subi a saia um pouco acima da cintura. John via meu sexo e meu ânus como o rosto de um bebezinho. Só a frente da bichinha tinha uns pelinhos ralos. Pegava da testa e seguia para o umbigo. Os pelos tinham menos de dois dedinhos de espessura. Aquele famoso bigode de vagina. 

Enchi a mão de saliva e lambuzei o pênis pronto para penetrar minha região prazerosa. Queria que entrasse todinho e sem dificuldade. Se tivesse aquela dorzinha gostosa quando a piroca toca no útero, era melhor. O que faltava em altura em John, sobrava no sexo dele. E o que eu mais queria era perder a virgindade anal antes de o Sol nascer.

Deixei meu sexo encostar suavemente na cabecinha do pênis. Tinha lido outro dia que quanto mais o homem demora para ejacular mais forte é a jorrada de esperma. Li também que se uma maior quantidade de sêmen penetrar a vagina, mais gostoso é o orgasmo feminino. Se era mentira ou não, queria experimentar.

John ergueu o quadril para enfiar tudo de uma vez. Não deixei. Queria ser penetrada por ele sem pressa.

— Isso é tortura, Gabriela — disse ele.

— Tenho uma surpresa para você, querido.

Ele não sabia que também ia comer meu ânus naquela mesma transa. E se ele ejaculasse, não conseguiria fazer o sexo anal que eu tanto desejava. Pelo menos era o que eu achava. Embora tivesse o corpo definido, John era franzino e parecia ser desnutrido.

Inclinei o corpo em direção ao freio de mão para ficar olhando a piroca entrar. Comecei a mexer a bunda de um lado para o outro. Ainda só com a cabecinha pegando na minha vagina. Em seguida desci devagar até a metade. O pênis estava seco, depois ficou molhado. Subi de novo e desci sem ele esperar. Desta vez até o final. Fiquei sentada com o membro dentro olhando meu sexo ser penetrado. Ele segurou firme meus seios excitados e os apertou como massa de modelar.

Eu mesma tirei minha blusa. O frio arrepiou minha pele, principalmente os braços. John me segurou pela cintura e deu estocadas de baixo para cima. Pude sentir cada centímetro entrar e, pouco a pouco, meu sexo se abrir, cabendo com perfeição a espessura do membro de John.

Fiquei de frente, sem deixar o pênis sair, e coloquei os braços apoiados no pescoço de John. Ele agora estava sentado, e eu cavalgava como um cowboy experiente. Subia e descia em desespero. O quadril ia no teto e voltava. Ele se torcia quando minha vagina se chocava com seus testículos.

O desejo de atingir o orgasmo fez meu coração palpitar. Não conseguia controlar a respiração. Um fio de suor escorria pela coluna. Falava mentalmente que queria gozar. Também resistia para não gemer. Não queria estimular John a ejacular, mas a vontade era de gritar e de meter o pênis dele no meu ânus.

Não choveu mais até as quatro da manhã. Saí de cima de John e fiquei de quatro com o rosto para o vidro traseiro e a bunda para o dianteiro. Íamos fazer o sexo anal antes de ele gozar. Começava a clarear, mas lá fora o céu ainda estava cinzento. Era inverno e Maceió quando chovia ficava deserto. 

Um poste ao lado da lanterna traseira do carro ascendeu. A festinha na casa da vizinha em comemoração ao aniversário de casamento dos Albuquerques havia acabado, e os convidados começaram a ir embora. John esqueceu de mim assim que ouviu o murmurar de vozes no jardim. O pênis murchou e ficou do tamanho de uma azeitona. Minha bichinha se fechou e os seios esmoreceram.

John havia rasgado minha saia, e os botões caíram debaixo do banco do passageiro. Vesti o casaco preto estendido no encosto do motorista. Ele, a calça sem a cueca e a camisa pelo avesso.

— Empata foda do caralho — disse ele, ajeitando a manga da camisa.

Não aguentei e dei uma risadinha com a mão fechando a abertura da boca. Nunca vi John falar dessa maneira.

— Você fica rindo? — continuou John enfurecido, agora tentando vestir a camisa do lado correto.

— Calma, vou dar um jeito — falei beijando-o. — Meus pais dormem feito uma pedra. Podemos subir para meu quarto. Não é uma missão impossível. Só temos de ter cuidado com Benjamin, o filho pé no saco do meu padastro.

Quase deixei escapulir que Benjamin deu várias investidas para comer minha bundinha virgem.

— Se eu comer esse teu rabo exagerado, tu não engravida — disse Benjamin em certa ocasião. — E se tu resolver me dar teu sexo, eu gozo fora e uso camisinha.

Com quinze anos de idade eu dava meu sexo ao professor de Geografia no laboratório de Informática. Contando com o ano de dois mil e dezoito, dava gostoso fazia cinco anos. Só nunca tive coragem de fazer o sexo anal. Pobre dos meus pais. Tinham o sonho de casar a filhinha linda e mimada virgem. Por enquanto o que tinha de virgem era apenas o ânus. 

Após vestir a camisa pelo lado correto, John me fitou sério e disse:

— E para chegar até seu quarto vamos usar a capa da invisibilidade do Harry Potter?

— Relaxe, amor.

Por fim, tivemos de esperar o aglomerado de pessoas esvaziar o jardim dos Albuquerques. O céu cinzento era nosso aliado. O mês de julho estava iniciando e nesse mês, todos os anos, a hora parecia avançar com pressa. Cinco horas da tarde era como se fossem seis.

A situação no carro ficou tensa. O beijo ficou abaixo de morno e o fogo do capeta que me consumia foi embora e não voltou até sairmos da visão dos Albuquerques. Tive de convencer John a passar pelo beco que levava ao fundo da cozinha. De lá uma escada improvisada permitiria chegarmos ao meu quarto.

Não falei que a aventura só seria possível se passássemos pelo quarto dos meus pais e eles não acordassem. Meu quarto era colado com o de Benjamin. O de mamãe, depois da biblioteca de estudos. Estava complicado terminar aquela transa. E eu insistia que deveria ser com John. O pênis que ele tinha me fascinava e me deixava molhada quando ficava próximo a mim.

Voltou a chuviscar depois das quatro da madrugada. Agora encontrávamos por trás da cozinha. A escada em construção era vista a poucos metros. Após subirmos cinco ou seis degraus, John desistiu.

— Prefiro deixar para depois — disse. — Não quero criar problema com seus pais. Eles confiam muito em mim.

— Não faça isso, eles não vão acordar, John.

Não foi o suficiente. À medida que eu implorava, John descia os degraus.

Minha vagina ainda estava excitada. Peguei a mão de John e passei entre as pernas até os dedos ficarem grudentos como uma gosma pegajosa.

Puxei-o pela camisa e o encostei na parede sem reboco. Baixei o zíper e, ali mesmo, ao ar livre, comecei a fazer um boquete. Exatamente como as profissionais do sexo fazem: como se não houvesse o amanhã. Prendi o cabelo e voltei a engolir os testículos congelado pela garoa que rodeava as nuvens. John pareceu não sentir nada. Também não demostrou que estava gostando.

Ele fechou o zíper da calça e desceu os últimos degraus que faltavam e saiu em direção ao carro. Perto do portão da frente fiquei pelada no ar frio. Levantei a perna, apoiei o pé no muro e arregacei meu sexo com os dedos. Os lábios internos e o clitóris, como se estivesse dando língua, o chamavam. 

John limpava os óculos e penteava os cabelos pretos deslizando-os entre os dedos. Fiquei de quatro no chão molhado, com a bunda empinada para ele, ao mesmo tempo em que abria a vagina e me masturbava.

— É sua, vem, amor — disse eu. — Vem encher minha bichinha de leitinho quente. Me dê esse presente de aniversário.

— Perdi a vontade e está muito frio — essa foi a resposta que ele teve a coragem de me dar. — Você sabe que sou mais de conversar, ver um filme, ler um bom livro de fantasia.

— Não vou engravidar. Eu me cuido, John.

— Não é isso. É que respeito muito seus pais.

— Eles não vão ver, eu juro. Vai, amor, por favor! Eu deixo você gozar na cara, se quiser. Deixo você fazer qualquer coisa comigo. Só não me deixe na vontade.

Ele respondeu:

— Você também disse que no carro era seguro, que ninguém ia ver, mas seus vizinhos viram quando estavam no jardim.

— Não era seu desejo deixar minha cara toda branca com seu esperma? Vem, eu deixo — falei com a voz amargurada. — Faça o que quiser comigo. Pode gozar na boca, na vagina, na cara e até no ânus.

— Vamos ter de deixar para depois. Já é tarde, preciso ir para casa. As aulas começam hoje à tarde.
Tinha algo a mais além dos meus pais que preocupava John que eu ainda não sabia.

O barulho da porta abrindo foi o motivo que faltava para ele me deixar sozinha morrendo de vontade de dar o ânus. Um desejo fora do comum de querer sentar num pênis grande e grosso que saísse na boca. Se existisse, era essa que eu queria. Uma que tivesse, mais ou menos, uns vinte e dois centímetros.

John esqueceu de que sou determinada e quando eu quero, consigo. O que ele jamais imaginou foi que eu ia gozar feito uma cachorra no cio com um pênis enfiado no ânus ainda aquela manhã de segunda-feira que começava a surgir.

De pé junto ao portal, olhava John ir embora sem ao menos se despedir. Nem um simples beijo ele me deu. O que me restou foi a fumaça branca do cano de escape que se distanciava cada vez mais. 

Um sentimento de desprezo me tomou. Depois o sentimento se transformou em ódio. Subi direto para o quarto. Benjamin se encontrava acordado lendo o jornal da manhã próximo à janela da biblioteca. 

Por um instante, esqueci que amava John mais do que a mim mesma. Só aqui entre nós, a pior paixão não é a do coração. Essa também machuca (sim, eu sei), mas não como a paixão por piroca. Não podia vê-lo que a calcinha ficava como se tivesse mijada. Nada além disso me atraía nele. Era baixo e tinha o rosto coberto de acne e, pelo visto, não curtia sexo.

Já no quarto tirei o casaco para não sentir o aroma adocicado do perfume de John. Uma chave no bolso esquerdo caiu ao chão. Era a chave de que ele precisava para entrar na própria casa. Sem a chave e com os pais viajando, ficaria na rua. Deixei o celular no silencioso para não ser incomodada. Queria dormir o dia inteiro. Também precisava dar um gelo em John.

Tentei dormir após o banho quente e demorado, não consegui, no entanto. Vi um episódio da segunda temporada da série que acompanhava fazia um mês. Uma cena picante entre o protagonista e a amante me ascendeu o fogo do inferno outra vez. O travesseiro entre as pernas foi o consolador. A vibração do companheiro erótico não funcionou, mas soquei assim mesmo no ânus. Ficou lá para eu foder o travesseiro e chegar ao orgasmo.

A cena de sexo acabou, mas continuei. Ainda massageava o clitóris em círculos quando Benjamin bateu à porta. 

— Empresta o carregador do celular.

— Só um minuto, Benjamin.

Benjamin era mais velho. Não tinha barriga chapada, mas sabia como tratar uma mulher na hora de que ela mais precisasse. Tinha uns quarenta e poucos anos e era bem resolvido com as mulheres. A esposa o deixou por não aguentar ficar sozinha nos finais de semana. Em uma ocasião, garantiu que me mostraria o verdadeiro paraíso se assim eu permitisse. Diferente de John, era alto e a calvície estava avançada, apesar da pouca idade. Os dentes eram brancos como as teclas de um piano. O sorriso também era bastante atraente.

Era chegada a hora do triunfo. John saberia o que havia perdido. O mais importante: nunca ficaria sabendo de nada. Naquela altura provavelmente dormia feito um recém-nascido.

Prendi o cabelo em um rabo de cavalo feito às pressas e fiquei meio sentada na cama. Fiz uma montanha de travesseiro e repousei as pernas arreganhadas de frente para a porta. Baixei a cabeça e ergui apenas os olhos e continuei a masturbação. Com uma mão no clitóris e a outra completamente dentro da vagina. O polegar ficou um pouco de fora.

Na janela atrás de mim o dia raiava. Os primeiros raios de sol penetravam o quarto, refletindo o amarelo brilhante nas paredes brancas. Levantei a mão, ali mesma sentada, e fechei a cortina antes de Benjamin entrar. O relógio na cabeceira da cama marcava dez para as cinco da manhã. Uma playlist de músicas românticas deixava o ambiente mais relaxante.

— Pode entrar, Benjamin — foi o que eu disse, abrindo os lábios da boceta com dois dedos.

Não me preocupei com o que ele ia pensar. Queria dar uma lição em John e aproveitar a oportunidade para fazer sexo anal pela primeira vez. Sabia, no entanto, que essa decisão movida pela raiva e pela rejeição teria consequências graves.

A reação de Benjamin não podia ter sido diferente quando entrou. Era exatamente o que eu precisava e o que queria ouvir depois de uma noite frustrada.

— Que boceta linda — disse, enquanto pegava no pau por cima da bermuda. — Qualquer homem faria o impossível para ficar com você.

Ele não imaginava que passei a noite anterior inteira tentando convencer um maldito homem a me comer.

Benjamin foi cavalheiro e virou as costas em respeito a uma senhorita que nunca fui. Estava mais para uma meretriz no cio que dava uma de virgem na frente dos pais.

— Desculpa, não sabia que você estava assim, Gabriela — deu para ver o pau crescendo dentro da roupa antes de ele me dar as costas. — Não teria entrando se tivesse avisado — disse ele. 

Dei aquela risadinha irônica e ao mesmo tempo safada.

— Depois de me ver pelada e com a boceta arreganhada o que adianta pedir desculpa? — eu continuava me masturbando.

— Como ia adivinhar? Deixei minha bola de cristal em Recife antes de vir para Maceió.

— Sei que você é doido para me comer — eu disse, cuspido na mão para lubrificar a boceta. — Deixe de dar uma de santo.

— Isso é verdade, mas você nunca me deu oportunidade. Mais importante, só entro num lugar em que me caiba. E papai me mataria se descobrisse que fiquei com você.

Benjamin tinha um temperamento dócil, mas nossas trepadas não dariam certo. Terminariam antes de começar. A distância e a pegação de pé seriam o que mais incomodaria. Embora fosse experiente, era ciumento e sufocava as mulheres. E eu adorava ser livre, e John permitia. Benjamin — em certa ocasião, falou que John não era a pessoa que eu achava que conhecia. Nunca entendi o que de fato ele queria dizer.

O que John não fez, e talvez nunca pensou em fazer durante o tempo em que estamos juntos, Benjamin fez de uma vez. Aproximou-se o máximo que pode para me admirar. Não teve pressa para foder. Junto à cama, colocou o pau para fora e começou a bater uma para mim, de olho vidrado, como se fosse a primeira vez em que viu uma boceta.

Sem parar de se masturbar, ficou de joelhos e chupou o dedão do meu pé. Depois o dedo vizinho, e depois o vizinho dele. Foi subindo, beijando suavemente o pé inteiro. Não suportava, mordia o travesseiro e abafava, eu mesma, o som do gemido.

Benjamin estava com a ponta da língua em minhas coxas quando voltei a tocar o clitóris com energia e ritmo. A língua vinha na virilha e voltava. Descia perto da entrada do reto e subia molhando um dos lábios da boceta até o umbigo. Dei-lhe os dedos da mão para sentir o gosto salgado da boceta. Em seguida voltei a me tocar. A saliva ajudou a ficar pronta para ser penetrada.

Ele virou meu corpo, fiquei de costas. Passou a massagear minha bunda e meu corpo. Fez um rabo de cavalo com a mão e beijou minha nuca. Seguiu com a língua quente até meu ouvido e beijou meu rosto. Terminou com um beijo na boca e uma sugada caprichada na língua.

Chupava meus seios como uma criança com fome longe da mãe. Desceu lentamente e caiu de boca na boceta excitada. O clitóris estufou de tão duro. Segurei as pernas e levantei o quadril para também chupar o cu. Os pés ficaram encostados na cabeceira da cama. Ficou lá até Benjamin me fazer gozar.

Permaneci na posição de galinha assada. Benjamin sugava minha boceta. Meteu um dedo, dois e depois quatro. Gemi feito uma cachorra vadia e retorci o corpo como a garota possuída do filme "O Exorcismo de Emily Rose". 

A voz de mamãe soou no corredor. Ficamos em silêncio profundo. Apesar do susto, o pau de Benjamin permaneceu duro como pedra. As veias pareciam querer estourar. Ele me puxou pelo cabelo e bateu em meu rosto com o caralho. Nunca tinha visto um pênis tão lindo e tão cheiroso. Tinha cheiro de hidratante. O saco era sem pelo e delicioso de colocar na boca.

— Seu sorriso marcante e seus olhos grandes esverdeados sempre me atraíram — disse ele, indo e voltando com o pau em minhas bochechas. — Sua pele é macia e sedosa. Queria que você fosse minha, somente minha. A busca constante que faço pela mulher perfeita acabaria hoje mesmo.

Sentia o calor do pau no rosto e falava a mim mesma que queria ser fodida. Era ótimo ouvir o que ele tinha a declarar, mas queria rebolar em uma pica antes de o padastro acordar. Antes mesmo de a chance ir embora.

Ele continuou:

— Sempre admirei suas fotos. Bati punheta imaginando se você tinha a boceta rosada que combinava com sua pele branquinha. Tinha certeza de que não havia nenhum defeito visível em seu corpo. Estava certo, mais do que certo.

Eu estimulava os ovos de Benjamin, passando-os pela mão de um lado para o outro. Falei algo que não tinha nada a ver com a conversa.

— De santa não tenho nada, Benjamin. Só aparento ser meiga e uma boa menina. E acredito que tenho uma doença. Não posso ver uma rola. Preciso de um tratamento. Penso não ser normal gozar tantas vezes numa noite.

Ele deu um sorriso prolongado.

Depois levantou minhas pernas e colocou três travesseiros embaixo da minha bunda. O cu e a boceta o desejavam nessa posição. Não ficaria nada do pau do lado externo se eu fosse socada. Insistia em me elogiar, enquanto registrava a imagem da boceta que tanto desejou. Parecia guardar cada detalhe na memória. 

Benjamin não era o tipo de homem que pensava com a cabeça de baixo, nem a deixava permanecer no controle. Dominava-a, ficou claro. Outro homem teria gozado sem satisfazer a mulher. Sem se preocupar se ela estava gostando. E quando acabasse, daria as costas e dormiria. Por um instante, pensei em querer um homem assim para mim, mas logo o desejo passou.

Saí do meu devaneio assim que a cabeça larga e quente da pica de Benjamin encostou em meu clitóris. Subia e descia até a entrada da penetração. O pau não era do tamanho que eu desejava, mas era roliço. Tinha em torno de vinte centímetros e a cabeça fazia estrago. Dava trabalho para entrar, principalmente se eu contraísse a boceta. Entrava rasgando, mas era prazeroso.

— Você é bela e seu rosto é perfeito sem nenhum retoque — ele disse, cuspindo na pica.

Depois falou colocando o pau na minha boca:

— Engula meu pau latejando de tesão por sua boceta deliciosa.

— Você é um filho da puta que adora iludir as meninas de família. Dizendo que sou a mulher ideal por quem você tanto procurou. Sabia que meu pai pode colocar você na cadeia?

Ele deu aquela risadinha debochada. Logo percebeu que eu ironizava a meu respeito. Sabia que eu era doente por uma boa transa.

— Pai não, ele é seu padastro. Você quis dizer meu pai, correto? — disse, também com uma certa ironia.

Fiquei sentada com as mãos envolvendo a pica roliça. Deixei só a cabecinha de fora para fazer carinho com a ponta da língua. A guitarra vermelha pendurada na parede balançou com o vento que entrou pela brecha da janela. Tinha uma frase escrita abaixo na cor preta. Dizia diga não ao assédio sexual.

Benjamin me colocou de pé com o rosto voltado para a janela. Lá embaixo o jardim verde repleto de rosas de cores diversas continuava molhado. O dilúvio da noite anterior havia deixado a grama com o verde nítido. Os pés de morango estavam mais vermelhos do que nunca.

Inclinei o corpo no ângulo de noventa graus. Coloquei uma das pernas na cama e descansei o rosto nos braços cruzados no peitoril da janela. Pronta para o abate, queria receber a pica toda. Benjamin veio por trás (não no cu) e agarrou meus seios por baixo das minhas axilas. Os seios em formato de gotas couberam nas mãos dele. Logo deu uma beliscada suave no bico aceso como um farol brilhante de neblina. Em seguida beijou minhas costas.

Estava ofegante e a pulsação acelerada. Ele mesmo trouxe minha mão até minha boceta para me masturbar. A mão dele ficou por cima da minha. Depois tirou, e eu continuei. A luz clara do celular no criado-mudo ascendeu indicando uma ligação. Era John Soares Lemos, talvez querendo avisar que estava em casa deitado assistindo Senhor dos Anéis ou Harry Potter pela milésima vez. Não atendi. Mesmo que fosse meu pai biológico não atenderia. Não lembrei que John havia esquecido a chave no casaco que peguei emprestado para fugir da visão dos vizinhos da casa ao lado.

Esqueci a ligação e voltei a dar atenção a Benjamin. Durante uns dois minutos nos beijamos. Beijos de língua molhados do jeito de que eu gosto. Adoro beijos em que a pessoa só falta engolir a boca da outra. A língua precisa ficar enganchada como os cachorros de rua ficam quando estão acasalando. Também amo levar uma puxadinha de cabelo.

Benjamin me colocou nos braços. Fiquei com as pernas na cintura dele, uma de cada lado, e abracei o pescoço. Nessa posição, pensei, vou ser esfolada. Soltei os cabelos. Quando percebi, estava encostada na parede fria e úmida. Benjamin empurrou a cabeça com delicadeza. Aqui entre nós, confesso que machucou. Ele percebeu, e continuou, com mais força. A seguir tirou e colocou de novo. Assim repetiu várias vezes até notar que socou tudo.

Ainda comigo no braço, o movimento ganhou ritmo. Era surreal. Estava praticamente fora de mim. Não conseguia pensar em outra coisa a não ser em ficar com Benjamin, mesmo sabendo o pilantra que ele era com as mulheres. Naquele instante, notei que nunca tinha sido fodida daquela forma e que não sabia o que realmente era fazer sexo.

Ele fodia cada vez mais forte. Ouvia-se o som estalado dos movimentos. Agora eu estava na cama, e ele de pé instruindo em qual posição eu devia ficar. Ordenou que ficasse de quatro e com a bunda empinada como se mostrasse à lua. Depois mandou colocar o rosto no travesseiro e deixar os braços para trás para estimular o saco enquanto me esfolava.

Montou como um peão profissional monta em um cavalo. Segurou meus ombros e voltou a socar. Antes passou a pica no meu cu e desceu em direção à boceta. O ar de fora entrou e emitiu o barulho que toda mulher morre de vergonha quando acontece. É como se a mulher peidasse pela boceta em vez de peidar pelo cu. Ao contrário de outras mulheres, amo ser fodida de quatro e não tenho vergonha do que acontece. 

Apesar da idade, Benjamin tinha uma resistência de um atleta. Era a primeira vez em que dava a boceta para um homem mais velho. Confesso que não existe algo mais prazeroso do que trepar com um homem de idade quase o triplo da que você tem.

Benjamin sentou e ficou encostado na cabeceira da cama. Fez um gesto com a mão batendo na perna para eu sentar no colo. Os olhos cor de mel me desejavam. Dava para perceber a obsessão que tinha por mim.

— Diga que você é minha puta — disse ele, colocando as mãos em minha nuca para me beijar.

— Sou sua puta, sua mulher, sua amante, sua namorada. Sou o que você quiser hoje, meu bem!

Meu cabelo caído sobre nós cobria nossos rostos.

— Você é muito cachorro.

— Peça para eu gozar na sua boceta — disse Benjamin, lambendo meu pescoço.

Quem estava prestes a gozar era eu. Não aguentava mais esperar. Sentar no colo com a pica na boceta sempre me fez chegar ao orgasmo mais rápido. O clitóris era massageado ao mesmo tempo em que o pau entrava e saía.

Fiquei agachada, com a ponta dos pés na cama. Segurei na cabeceira e fiquei no controle. Subia e descia, da cabeça até o final. As pernas cansaram. O suor escorreu pelas costas. Senti a boceta inchar mais do que antes. O coração bateu mais forte. Beijava-o. Chupava a língua. Subia e descia mais rápido. A cama rangia. Dizia que ia gozar. Contraí a boceta e aumentei o ritmo. Nesse momento segurava o rosto de Benjamin, encarando-o prazerosamente. 

— Vou gozar — falei. — Vou gozar na sua pica.

— Goza, safada — disse ele, trazendo meu quadril mais para perto pela cintura.

— Morde meus peitos e puxa meu cabelo.

Ele fez o que pedi e mais um pouco.

— Vou gozar agora. Não para. Diga que me quer e que sempre morreu de tesão por mim.

Ele socou ainda mais rápido antes de responder.

— Como eu quero você. Quero para sempre. Sou capaz de qualquer coisa para ter você comigo.

— Vou gozar — eu disse.

— Goza na minha pica.

Ele não percebeu, mas gozei duas vezes. Era como se fosse uma gozada dentro de outra gozada. Nunca havia sentido nada igual. Nem mesmo quando transava com meu professor de Geografia no Ensino Médio. 

Quase não conseguia respirar segundos depois. Fiquei com as pernas abertas de frente para ele sentado. Pouco depois, veio me chupar. Estava exausta, parecia ter saído da aula de natação. Podia sentir a boceta quente e, pouco a pouco, se fechar. Foi a primeira vez em que um homem não me deixou na mão. Todos gozavam e me deixavam com vontade. Nem com o simples ato da masturbação me faziam feliz. Sempre tive que me virar sozinha.

Benjamin me deixou descansar uns minutos. Logo voltou a me penetrar coladinho em minhas costas, ficamos como um casal apaixonado dormindo de conchinha. O fato de ser bonito não era a única virtude que tinha Benjamin. Também era paciente e carinhoso. Dava cheiros demorados em minha nuca e tirava os fios de cabelo assanhado do rosto.

Abraçou-me mais forte pela cintura e continuou a meter. A luz do celular ascendeu de novo. Outra ligação. Dessa vez chamou mais vezes. Também não atendi. O pau saiu da boceta. Enfiei de volta, mas logo voltou a sair. Naquela mesma posição ele ameaçou colocar no cu. Afastei o corpo e disse com a cabeça que não.

— Não vai doer, garanto — ele disse. — Confie em mim.

— Como sabe, já deu?

Ele sorriu e negou com a cabeça. 

Depois disse:

— Ninguém nunca reclamou. Pelo contrário, só recebi elogios.

— Você não ia construir provas contra si. Não ia falar mal de você mesmo. Mesmo que reclamassem, jamais diria.

Sempre tive curiosidade de sentir esse prazer anal que tanto falam. Só não sabia se aquele era o momento e se Benjamin era o cara certo. Um ano atrás, uma prima veio nos visitar e falou que não há prazer melhor no mundo do que sexo anal. Desde que fez com o namorado se sentia uma mulher realizada. Gozava feito uma vaca louca. Hoje quase não usa a boceta para o sexo. Naquela noite, no meu quarto, eu e Tatiana quase nos pegamos. Ela tem um corpo invejável. Desperta o desejo só de olhar. Não se encontra defeito quando está pelada. Quando terminou de contar as aventuras anais, tive quer tomar um banho gelado para me acalmar.

Estava mais do que na hora de descobrir se o que Tatiana falava era verdade. E tinha de ser naquela manhã. Se adiasse, talvez não teria outra oportunidade. Não fazia sentido passar dos vinte anos sem uma experiência anal. Penso que quanto mais velha, mais difícil será. Tatiana também foi convincente o bastante quando disse que me arrependeria amargamente se não tentasse.

Levantei a perna e segurei a bunda para abrir mais o ânus. Fui encostando lentamente. Entrava um pouco e eu parava. Benjamin incentivava e não fazia movimentos bruscos. Na posição que encontrávamos agora, via nosso reflexo no espelho que vai do chão ao teto do quarto. A cor da tatuagem de um golfinho pintada de azul que tenho na virilha também era vista naquela distância. 

Tinha entrado só a cabeça de cogumelo e Benjamin empurrava para não sair. Via-me no espelho trepando. Tinha cara de safada e as ferramentas de uma prostituta. Aqui entre a gente, não é querendo me exibir, mas Benjamin tinha razão quando falou um instante atrás que fico mais elegante dando o rabo. 

Não era tão mais cedo quanto eu pensava. O cheiro de café fervendo incensou o quarto. Mamãe preparava o café da manhã, e o padastro acabara de fumar no jardim e lia o jornal da cidade sentado na cadeira de balanço da sala antes da cozinha. É esse mesmo ritual todos os dias. E pelo andar da carruagem, eram seis e tantas da segunda-feira.

— Se você ficar de quatro e ajudar com a mão, entra mais fácil — disse Benjamin. — Além disso, vou deslumbrar a visão do paraíso. Terei uma visão privilegiada. É tudo de que um homem precisa.

Ficar de quatro era a parte fácil, mas aguentar um tronco de árvore entrando no cu era praticamente impossível. Começava a perceber que Tatiana havia me enganado.

— Assim? — perguntei, já de bunda empinada como ele havia pedido e com as mãos, uma de cada lado, puxando as nádegas.

— Assim mesmo, perfeito.

 — Não é melhor com camisinha?

 — Não faz diferença.

Benjamin deu uma longa fungada, juntou uma maior quantidade de saliva e cuspiu no meu cu. Apoiou uma das mãos em minha cintura e com a outra segurava o pau enquanto empurrava. Um instante depois a metade entrou. Ele tirava e colocava. Repetiu algumas vezes. Cada vez mais o ânus se dilatava. Era muito boa a sensação. Você não se controla e o coração chega a palpitar. Em uma das vezes que tirou, o pau veio com sangue. Não muito, era um vermelho suave.

— Não é nada — disse, após ver minha cara de preocupada. — É normal isso acontecer.

— Tem certeza?

— Pode confiar. Fazer o mal a você é fazer o mal a mim mesmo.

Colocou de novo. Agora entrou e não machucou tanto, nem doeu como as outras vezes. Só ardeu, mas logo passou. O restante do tempo em que ficamos no quarto eu não conseguia explicar a enxurrada de prazer. Perguntava-me se foi assim com outras mulheres. Se elas sentiram o mesmo, incluindo dor e prazer.

Permaneci de quatro. A diferença agora era que me masturbava. Benjamin praticamente sentou no meu quadril. Somente o saco ficou de fora. Segurou na cama e cavalgou com o corpo curvado para a frente.

Mesmo ofegante a cavalgada era constante. À medida que o tempo passava, o suor do rosto de Benjamin aumentava. Perto do clímax da nossa transa, pude senti-lo cada vez mais dentro. A pica latejava e as veias saltavam em ato involuntário.

Um breve silêncio veio à tona. Ouviam-se o uivar do vento e o som do pássaro bem-te-vi em seu momento de glória. A seguir senti as sensações do ápice do prazer: arrepios por toda parte, pernas bambas, visão embaralhada, taquicardia, leveza e outras parecidas com as do orgasmo convencional. Não tinha, no entanto, a estimulação frontal e a sensação era mais intensa. Tatiana tinha razão. Era algo incrível e, ao mesmo tempo, surpreendente gozar com uma pica socada no cu. 

Não suportei continuar de quatro. As pernas desobedeciam e eu não tinha força para manter a bunda erguida por mais tempo para satisfazer o desejo de Benjamin. Estiquei as penas e deitei, mas permaneci de costas. Eu havia gozado, e ele nem percebeu. O êxtase não demorou, mas foi bastante intenso.

Pouco tempo depois foi a vez dele.

— Vou encher seu cu de porra — disse. — Geme pra mim, Gabriela.

Balancei a cabeça dizendo que sim. 

— Diga que quer mais dentro.

Ainda recuperava as forças. Mal conseguia falar.

— Geme alto, vou gozar.

A réstia de uma pegada surgiu por baixo da porta. Pareceu distante. Pude sentir a hostilidade assim que Benjamin passou a reversar do cu para a boceta. Insistia para que dissesse que a boceta era dele.

Benjamin continuava. Doía e ardia, mas era suportável. As estocadas aumentaram e ficaram mais velozes. Depois de certo tempo, distraída, recebi uma forte jorrada quente em meu ânus. Era como se fosse um jato de água saindo com pressão da torneira. Benjamin continuou metendo até minha bunda ficar repleta de porra. Voltei a ficar excitada quando o líquido gosmento caminhou em direção à boceta. Era diferente e gostoso ao mesmo tempo.

O trinco da porta girou assim que Benjamin saiu de cima e deitou ao meu lado, dando-me beijos e carícias. Fazia o que eu mais gostava: massageava meu couro cabeludo com as pontas dos dedos e me chamava de tesuda. 

Houve um tempo em que me preocupava sempre que ameaçavam entrar no meu quarto sem antes pedir permissão. Mamãe tinha o hábito de verificar se realmente eu estava em casa. Hoje, no entanto, fecho a porta antes mesmo de fazer qualquer outra coisa, por isso continuei a desfrutar dos carinhos de Benjamin despreocupada.

Nesta manhã, entretanto, quebrei o ritual e esqueci de fechar a porta de chave. Na realidade, a culpa foi de Benjamin que me seduziu e me levou sem perceber para o caminho inevitável do prazer. Esqueci completamente de garantir o sigilo da nossa aventura sexual. Se meu padastro descobrisse, faria o que sempre prometera se eu saísse com homem casado ou o envergonhasse. Não perdoaria mesmo Benjamin sendo filho. O velho era do tempo em que a honra era a maior riqueza de um homem.

Outro dilúvio havia começado minutos atrás. O trinco girou até o final e a porta foi forçada para dentro. A pessoa entrou encharcada e ergueu a cabeça que se encontrava baixa olhando para a tela do celular. Fiquei gelada, mas não de frio. As mãos tremeram mais do que um doente diagnosticado com o quadro avançado do mal de Parkinson. Benjamin puxou o lençol branco desforrado da cama e se cobriu. Eu cobri os seios com o antebraço e o resto do corpo com o travesseiro.

Por alguns segundos, que pareceram uma eternidade, ficamos, os três, inertes observando um aos outros. Na porta tentando entender a situação era John. Levantou os óculos da metade do nariz para o lugar correto e dirigiu a atenção para Benjamin, fitando-o seriamente.

— Logo você? — disse John, ainda na soleira da porta. — Não lhe dei o suficiente?

— Não é e nunca vai ser o que você está pensando — disse Benjamin.

— Não? E o que será então?

— Queria provar que ela nunca amou você — disse Benjamin, com os olhos cheios de lágrimas. — Agora sabe do que ela é capaz. Ela não merece ficar com você. Eu sou a única pessoa que realmente o amou de verdade todos esses anos, mesmo casado com Isabel.

Fiquei pasma no meio deles, com os olhos arregalados e pálida, mas nada disse.

— E como ia fazer para eu acreditar nessa história, Benjamin? — perguntou John. — Como você sabia que eu voltaria para pegar a chave?

— Tenho tudo registrado no celular, desde o início. Ia mostrar na sexta-feira desta semana quando nos encontrássemos.

Benjamin se aproximou de John, aproveitou a oportunidade e desabafou.

— Também precisava provar a mim mesmo que não vivo sem você. Pensava na gente quando eu e ela transávamos. Delirava nos braços dela, mas era em você que eu pensava. Era você o tempo todo deitado comigo. Não teve um segundo que tirei você da cabeça. Eu o amo de verdade.

Eu havia sentado na cama. Estava com as pernas cruzadas, agora com uma toalha azul enrolada no corpo. John se aproximou e tentou se justificar.

— Desculpa. Ia contar. Só não sabia como. Perdoe-me.

— Tudo bem, John. Mas me enganar por dois anos é sacanagem. Teria aceitado numa boa a sua opção sexual. Sou a favor de a pessoa ser feliz da forma que achar melhor. Você devia ter conversado comigo.

— Também fui traído — disse ele. — Pensei que seu amor por mim fosse verdadeiro.

Fiquei arrasada pelo fato de ele me iludir todo esse tempo, mas não demonstrei. Dei uma de forte para sair por cima. Sempre achei que esse tipo de traição só acontecia nas atuações impecáveis das belas atrizes de Hollywood. Nunca imaginei que pudesse acontecer com os meros mortais. Muito menos comigo.

John e Benjamin cresceram juntos no bairro de Boa Viagem em Recife. Foi no Ensino Fundamental que se apaixonaram. Mas o pai de John veio com a família para Maceió, e John e Benjamin tiveram que se separar. Não por muito tempo. Passaram a se encontrar religiosamente as sextas-feiras em um hotel de luxo da cidade. O hotel sempre serviu de ponto estratégico para traições e festinhas com menores de idade, organizadas por pessoas da alta cúpula do estado. 

Era em uma das suítes que pertencia ao pai de John que ele se encontrava com Benjamin. Também nunca usava o próprio carro para buscá-lo no aeroporto. O hotel se encarregava dos mínimos detalhes para não provocar escândalos. O pai de John era, e ainda é, o braço direito do governador do estado. 

Após John e Benjamin terminarem o diálogo, John me beijou a face e saiu com quem de fato amava. Durante o dia inteiro não voltei a ver Benjamin. Nem tive coragem de sair do quarto, a não ser à noite para jantar. Mamãe e o padastro me esperavam no café da noite com os olhares sombrios. Enquanto conversávamos, Benjamin levava a bagagem para o carro para dormir com o amado.

Mal sabia ele que no dia seguinte, no final da tarde, John cometeria suicídio. Não antes de deixar um bilhete de despedida sobre a cama que tiveram, na noite anterior, momentos intensos de amor.

E eu, naquela mesma segunda-feira, seria posta para fora de casa, sem direito a defesa prévia ou piedade, pouco tempo depois de Benjamin sair.

Fui morar com Tatiana e, meses mais tarde, tive de começar a vender o corpo no mesmo hotel em que John se encontrava com Benjamin para ajudar a pagar as contas de casa e para pagar a faculdade de Engenharia Civil. 

Depois de um ano morando juntas, casamos.

Eu também cortava dos dois lados e não sabia.

Autora — Gabriela W. F. Souza